SXSW: Os robôs e a tecnologia vão nos matar? | Spoilers

SXSW: Os robôs e a tecnologia vão nos matar?

O apocalipse tecnológico é um tema bem explorado na cultura pop. Desde o Exterminador do Futuro às vezes nos pegamos pensando: “A Skynet deve estar por aqui, não vai ter jeito”. Eu trabalho com Internet e tecnologia desde 2005 e circulo por meios como o festival SXSW, onde cada inovação te faz pensar: “Cara, a Skynet está aqui!”. E inclusive, no SXSW deste ano havia muitas pessoas contra os Robôs e a Inteligência Artificial. Sim, esse protesto realmente aconteceu.

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Protesto contra robôs (sem panelas)

Além da história muito bem elaborada de o Exterminador do Futuro, que posteriormente adicionou à mitologia a série de TV The Sarah Connor Chronicles, outras séries recentemente abordaram o tema do risco do apocalipse tecnológico e da rebelião das máquinas com exemplo bem próximos ao nosso cotidiano. Não é só no SXSW que esse assunto está a toda.

 1) Elementary

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“Bella” – Nesta terceira temporada a série trouxe um caso para Sherlock que uniu a alta tecnologia e os desafios de investigação classiquíssimos das tramas de Holmes originais: nosso investigador teve que desvendar o assassinato de um programador que aparentemente foi morto por Bella, um computador com um sistema operacional baseado em inteligência artificial de alta autonomia e capacidade de aprendizagem conforme cada interação humana. Definitivamente um dos suspeitos mais assustadores que passou pela série.

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“Step 9″ – O episódio de estréia da segunda temporada da série também atualizou a saga de Sherlock com muita tecnologia. Holmes está em Londres para resolver o desaparecimento da esposa de um executivo. No caso, o marido no fim a assassinou usando uma arma de plástico impressa em uma impressora 3D à partir de um projeto baixado gratuitamente online.

Este episódio levantou a bandeira: mas isso é possível? Se você começou a se preocupar, vamos seguir para o próximo item da lista.

2) The Good Wife

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“Open Source” – Ainda no tema armas feitas com impressoras 3D, o episódio discute de quem é a responsabilidade sobre o tiro que um homem levou acidentalmente quando uma arma de impressora 3D não funcionou e projetou a bala para o lado errado. Culpa do atirador, do autor do projeto que o disponibilizou online ou do fabricante da impressora? O mais interessante do episódio todo são as reações do juiz: “a pessoas podem imprimir armas em casa?”, “É uma arma inteira de plástico, indetectável!”. Pensando em todas os possíveis crimes que podem ser cometidos usando a tecnologia, vamos à próxima série da lista.

 3) CSI: Cyber

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Sim,  Jerry Bruckheimer expandiu a franquia mais uma vez trazendo nossa linda ganhadora do Oscar e ex-Medium Patricia Arquette e o Dawson para lutar contra criminosos que atuam na deep web. Com 4 episódios no ar já vimos os roteiristas criarem crimes que impactam inocentes via chat de jogos de Playstation online, serviços de carona tipo Uber e comando remoto do metrô via bluetooth.

Por mais que todos os plots acima pareçam não só pessimistas e alarmistas, mas também de certa forma fantasiosos, a presença constante da tecnologia em séries do tipo procedural e não sci-fi – e da “ficção” em festivais originalmente de música e filme como o SXSW – nos mostra o quando robôs e AI já se incorporaram na nossa rotina e nossa cultura. Ao que tudo indica, o apocalipse robótico ainda é assunto para Exterminador do Futuro, Black MirrorThe 100, mas esses novos exemplos de uso da tecnologia infiltrando as séries de TV nos mostram que a motivação do protesto que cruzei em Austin semanas atrás também tem espaço na cultura que consumimos.

 [Crédito das Imagens: Reprodução/Divulgação/CBS e Sylvia Ferrari]