Já podemos respirar aliviados: New Girl voltou a ser legal | Spoilers

Já podemos respirar aliviados: New Girl voltou a ser legal

O artigo a seguir tem alguns detalhes leves da 4a temporada de New Girl.

Eu já assisti à mid-season finale de New Girl duas vezes, e em ambas tive a sensação de que, se esse episódio fosse estendido, ele daria um ótimo filme de Natal. Na verdade, eu não me surpreenderia se os criadores dissessem que o corte original era bem maior do que a versão mostrada na tv. Não menciono isso porque “LAXmas” parece estufado (não parece), é apenas porque existe tanta coisa acontecendo com cada um dos personagem que mal dá tempo para apreciar todos os detalhes. De acordo com os produtores, um episódio da série precisa ter 21 minutos e 35 segundos de duração, uma condição da Fox, onde ele é exibido nos Estados Unidos. Mas nesse último capítulo foi difícil sacudir a sensação de que ele só não rendeu um longa apenas porque não recebeu o ok para isso. O material já está todo lá.

Nesse Natal, Jess, Nick, Winston, Schmidt, Cece e o Coach vão todos viajar, e no aeroporto eles descobrem que devido a uma tempestade todos os voos foram atrasados ou cancelados, então eles ficam presos no aeroporto. Jess está indo para a Inglaterra visitar o seu boy inglês, que é professor na escola dela, e entra numa crise quando descobre que ele mora numa mansão suspeitamente parecida com a de Downton Abbey (Jess hiperventilando após a descoberta: “Será que ‘casual’ significa uma coisa diferente para os ingleses? Tipo, ‘Nós somos donos do mundo’?”). O resto do pessoal está indo visitar suas famílias, à exceção do Coach, que está indo para o Havaí. Como ele explica para o grupo, de uma forma nem um pouco defensiva, o Coach nunca tem tempo para si mesmo e está muito feliz com a própria decisão, obrigado por perguntar, e com certeza não está tendo nenhum remorso por ter decidido não ficar com a família.

A história do Coach brinca com a noção bastante americana de que se você passa o Natal longe da família ou – *engole seco* – por conta própria, você está cometendo um crime abominável contra a tradição ou então com certeza está afundado numa depressão profunda. É um subtexto que muitos filmes de Natal passam ao seu público, e que esse episódio explora para efeito cômico. A série em si não partilha dos mesmos ideais, mas New Girl é tão bem-humorada que os seus personagens nunca ficam na fossa por muito tempo: você sabe que Jess, mesmo com as suas inseguranças sobre ser ou não o suficiente para a família do seu interesse amoroso, logo vai encontrar um jeito de ficar bem com ela mesma. Entretanto, no seu canto, Schmidt trabalha duro o seu lado de alpinista social que amamos com a mesma intensidade que também queremos dar um soco. Ele tenta usar suas manhas e “charme” para entrar num lounge VIP com Cece, só para ser brindado com uma proposta indecente em seguida. Por sua vez, Nick e Winston, que estão juntos, tentam avançar na lista de espera do seu voo tentando dissuadir outros passageiros na sua frente.

Independente do sucesso que cada personagem tem na sua história particular, quem ganha é o público. New Girl, agora na sua quarta temporada, voltou a ficar boa, e vamos não dizer isso muito alto para a magia não se dissipar. Depois de uma terceira temporada que entreteu mas também pecou por ter um excesso de complicações em cada trama paralela (algo que os próprios criadores admitem), o objetivo voltou a ser contar histórias mais simples e trabalhar com a dinâmica entre o grupo principal. Acima de tudo, New Girl sempre foi sobre amizade, não sobre amor e romance. Nessa temporada já tivemos episódios ótimos (com a exceção do episódio 7, “Goldmine”, em que a Cece cogita reduzir os seus peitos e o Winston e Coach tentam seduzir as vizinhas, mas foi mais um derrapão do que realmente ruim) e o clima de descontração voltou. Por favor que continue assim. O Natal é uma data que cai bem em New Girl.

[Crédito das imagens: Divulgação/Fox]