Being Erica é a única terapia de que você precisa | Spoilers

Being Erica é a única terapia de que você precisa

Being Erica é uma série canadense de 2009, transmitida lá pelo canal CBC e internacionalmente pela BBC, com 4 temporadas curtas (12-13 episódios). Embora seja difícil de classificar (vocês vão entender o motivo assistindo), acredito que o gênero mais próximo de Being Erica é o drama, embora tenha muita comédia e o plot enfie os dois pés no sci-fi. Pois é.

Finalizando a parte chata que vocês poderiam facilmente ter encontrado na Wikipedia, vou explicar por que começar a ver Being Erica, essa linda.

Pra começar, fiquem com um dos trechos iniciais da série:

“You know that friend you have? The girl who seems to have it all figured out? She’s got the great job, the great guy, the great life. Well… I’m not that girl. My name is Erica Strange. I’m 32, still working a dead end job, still sleeping with my cat. I know people wonder ‘why the cute girl with the great education and the great friends can’t get it together?’. There’s a simple answer: bad decisions. I could teach a course on messing up your life. Really, I’m that good at getting everything wrong. The worst part is, it wasn’t always like this. I used to be a rising star. But these days, I just feel like I flamed out.”

Parece série de autoajuda, eu sei, mas é muito mais do que isso. Sim, Being Erica é uma série de identificação, que entrega tapas na cara na mesma medida com que faz carinho. Também tem lá seus problemas, como pecar no desenvolvimento de personagens secundários, mas quando acerta é em cheio. E isso acontece o tempo todo. Ok, talvez não tanto na terceira temporada, a mais fraca de todas, mas divago.

Segura esse plot: No meio de um dia de merda durante sua vida de merda, Erica encontra um maluco que lhe entrega um cartão oferecendo terapia. Como ela não tem nada a perder, resolve ver do que se trata. Ele explica que ela precisa fazer uma lista de tudo o que se arrepende e dá a Erica a chance de voltar no tempo pra consertar as coisas. Simples assim.

Sim, a Erica já pensou nessa pergunta. E o Dr. Tom, o tal maluco, já respondeu:

Erica: What about paradoxes, huh? Butterfly Effect, Back to the Future?
Dr. Tom: I love that movie.
Erica: If I change the past, if I don’t get drunk, would that cause, like, World War III in the present?
Dr. Tom: Or, is it possible that your alcohol consumption, though very important to you, might not play a role in influencing world events?

Ou seja: pare de se dar tanta importância, seu merdinha. Importante frisar que, como a Erica é mulher, nenhum veículo de transporte temporal é utilizado. Responsabilidade social é isso aí.

Divulgação / CBC

Mas voltando a falar dos personagens. A família da Erica é composta pela Sam, irmã mais nova, loira, médica, que tem um noivo. A ovelha branca da família. Os pais da Erica são divorciados, o que obviamente traz alguns conflitos no decorrer da série. Para completar o pacote Maria do Bairro feelings, o irmão mais velho, Leo, morreu num trágico acidente. Ele é um dos elementos fundamentais da história toda. O grupo de amigos conta com a Jenny, amiga gostosona porra louca, a Judith, pessoa que deu certo na vida, e o Ethan, que se muda pro apartamento ao lado do da Erica depois de uma crise no casamento.

A série tem várias referências pop, inclusive nos títulos dos episódios. Aqui tem um vídeo de uma das minhas cenas favoritas da primeira temporada:

Enfim, pra resumir: Erica Strange, nossa protagonista, era uma mulherzinha torta, levava uma vidinha torta, morava num apartamento torto. Mas um dia a mulherzinha torta encontrou um cartão de terapia e tudo que era torto o Dr. Tom endireitou. Erguei as mãos!

Muito (mentira) se especula sobre remakes da série nos EUA e no Reino Unido, mas nada ainda foi confirmado. Eu entendo que a série se encerra muito bem em si mesma e sempre tenho medo de releituras, então aconselho a correr atrás dessas quatro temporadas e se deixar ser abraçado pelo Dr. Tom, o segundo melhor Doctor da TV!

[Crédito das Imagens: Divulgação/CBC]