5 ótimas temporadas que você pode assistir sem ter visto a série inteira | Spoilers

5 ótimas temporadas que você pode assistir sem ter visto a série inteira

Texto por Letícia Arcoverde e Denis Pacheco.

Assistir a uma série inteira é uma atividade que pode te acompanhar por anos a fio – mas como tudo na vida, a recompensa nem sempre vem. No último podcast conversamos sobre um mal que aflige seriados de todos os tipos: quando a segunda temporada decepciona demais após uma ótima temporada de estreia. Às vezes dá vontade de ter visto só a primeira e esquecer do resto – e, surpresa, você pode fazer isso! E nem sempre precisa ser a primeira. Há muitos casos de temporadas de séries com histórias que se fecham e oferecem uma ótima experiência por si só. Selecionamos as melhores para você ter aquele gostinho sem medo de decepção.

Veronica Mars – Primeira temporada

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A temporada que apresentou nossa detetive adolescente preferida começa com um crime que transforma a vida de Veronica e assombra toda a temporada – sua melhor amiga é morta, seu pai perde o emprego de xerife ao acusar um dos homens mais poderosos da cidade e ela resolve ajudar o pai no negócio de detetive particular, encontrando aliados e fazendo inimigos ao mesmo tempo em que resolve vários pequenos casos e trabalha para descobrir o verdadeiro assassino da amiga. Ao longo de 22 episódios, o mistério é resolvido, Veronica consegue resolver questões sobre o seu passado e sua vida pessoal, e o final é satisfatório. Sim, dá vontade de voltar para rever os ótimos personagens – e os fãs literalmente pagaram para isso na campanha do Kickstarter pelo filme – mas quem quiser pode parar por aqui e ficar feliz.

Doctor Who – Quinta temporada

DOCTOR WHO

A estreia de Steven Moffat como showrunner foi a porta de entrada para muitos espectadores da clássica série de ficção científica por ser quase um “reboot” da versão moderna dessa série que vive de se reinventar. Ela reúne tudo o que os fãs da série gostavam dos episódios individuais escritos por Moffat quando ele ainda era roteirista – ao ponto de ficar claro que a história de Amy Pond, a nova companion que encontra com o recém-regenerado Eleven quando criança e é abandonada por ele por 12 anos, já estava sendo desenvolvida por Moffat desde “The Girl in The Fireplace”, na segunda temporada. Os 13 episódios incluem alguns dos melhores da série, como a estreia “The Eleventh Hour” (um dos poucos episódios de TV que honra seus minutos além dos 45 normais) e o gerador de lágrimas instantâneas “Vincent and the Doctor”, todos conectados na medida certa para contarem uma trama maior cheia do wibbly wobbly timey wimey que marca a era Moffat – mas antes de essa mesma faceta engolir e comprometer seus roteiros.

Torchwood – Terceira temporada

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Comandado por Russel T. Davies, o spin-off de Doctor Who que acompanha o carismático e imortal capitão Jack Harkness na organização secreta Torchwood teve uma vida de quatro temporadas incertas. Mas seu grande triunfo foi a terceira temporada de cinco episódios, “Children of Earth”, que pode ser vista como uma ótima minissérie de ficção científica, mas nem por isso deixa de se encaixar perfeitamente na mitologia do universo Who e gerar momentos definitivos para os personagens. A série começa quando um grupo alienígena pede que uma parcela das crianças do planeta seja entregue a eles ou o mundo será destruído. Cabe a Torchwood – na figura de Harkness, seu namorado Ianto Jones e a agente Gwen Cooper – correr contra o tempo para impedir a ameaça de se concretizar. Um dos grandes méritos dessa temporada é responder a pergunta: O que acontece com a Terra quando o Doctor não está por perto?

The Killing – Quarta temporada

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Se você nunca assistiu a nenhuma temporada de The Killing, mas gosta de histórias de crime e não tem muito tempo para perder, a quarta e última temporada de The Killing foi feita para você: Apenas 6 episódios, produzidos pela Netflix, em que os detetives Linden e Holder investigam um assassinato de uma família rica que pode ou não ter sido cometido por seu filho mais novo, enviado para um colégio militar cheio de segredos. Vale a pena pela atmosfera chuvosa e soturna de Seattle, pelas atuações excelentes e por ter a certeza de que o final será definitivo e satisfatório.

24 Horas – Primeira temporada

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Sem paciência para nove anos do agente Jack Bauer na sua vida? Não se preocupe, assistir a primeira temporada de 24 Horas é mais do que o suficiente para entender o personagem, curtir o formato (na época bastante inovador) e aproveitar um dos melhores “filmes” de ação em 24 partes já dirigidos. Anterior a Era Obama, a primeira temporada de 24 Horas conta a história de um agente da Unidade Contra-Terrorismo na tentativa de proteger o primeiro candidato negro à presidência dos EUA de um ataque letal. Não bastando a dura missão, Jack também tem que lidar com o sequestro da filha, um traidor no meio de sua organização e um casamento em frangalhos. O final é desolador e até hoje, um dos mais potentes da TV.

[Crédito das imagens: Divulgação/Fox/BBC/Netflix/TNT]